Uma folha em branco sempre traz muitas idéias, desenhos, linhas, letras, vogais, consoantes, pensamentos...Palavras que muitas vezes soltamos no tempo e no espaço. Elas nunca voltarão. Muitas delas voltam, por vezes contra você mesmo.
Uma atitude, volta.
Um pensamento, volta.
O sentimento, volta.
A ação, volta.
A “lei da vida”, toda ação, gera uma reação.
Há algum tempo, venho percebendo isso. Sei que é algo básico e fundamental na vida das pessoas, o movimento do universo se faz constante. Mas penso, como pode tanta adversidade de situações. Uma pessoa pode, passar a vida inteira armando, aprontando, criando situações, para que possa beneficiar à si própria, mesmo prejudicando terceiros, e ainda sair ilesa. Seria essa a lei natural? De certa maneira sim. É preciso muita coragem para assumir nossos próprios atos, reconhecer nossos defeitos, seguir adiante sem que isso seja uma muralha. Mas nem sempre isso é possível. Uma pessoa pode passar a vida inteira, caindo e levantando, criando muros ao invés de caminhos, espetando o dedo nos espinhos, ao invés de contemplar a rosa. Tudo, literalmente TUDO, depende apenas do que construímos.
Pense, o que você constrói? Muros? Ciladas? Desafetos?
Quando nos vemos em situações em que a necessidade é mais forte, idealizamos um sonho, nos doamos para que isso aconteça. Perceba, estamos nos doando. Será que nessa doação, é necessário também que você perca seus valores? Nosso mais íntimo valor, nossa confiança, nosso brio? Todos os valores que aprendemos quando criança. Nossos pais, avós, tios, nossa família. Não apenas eles, mas nossos amigos, ao longo de nossas vidas, nos doam, cada dia um pouco de seu conhecimento e de seus valores. Cada um de nós doa um pouco, e, em um belo dia, você percebe que tudo que viveu, aprendeu, construiu, não fora utilizado. Sem radicalismo, tudo bem, de uma certa maneira fora, você utilizou! Mas de maneira errada, errônea.
Você utilizou com pessoas que não estavam dispostas à aprender, a crescer e muito menos estavam dispostas a serem humanas e carregarem suas próprias culpas. É quando você percebe, que construiu valas ao invés de uma parede forte. O sonho é areia, você passa por um vendaval e descobre a ilusão.
A ilusão de que seus esforços foram recompensados. A ilusão de que suas idéias estavam ali à sua frente. Estavam, e continuarão estando. Mesmo porque, as idéias são suas, e por mais que perpetuem em nome de outrem, ainda assim, elas nasceram de você.
Você descobre que não importa quão árduo será o caminho, quantos espinhos ainda hão de machucar teus dedos. Quantas lágrimas ainda há de derramar. Ainda assim, o que sobrevive, foi é sempre será criação sua. O que perpetua será sempre o melhor que você fez, e não o quanto você caminhou para chegar ali.
Não me interessa teus desafetos, tua maldade, ignorância e ciladas. O melhor de mim, ainda assim estará aqui. Porque nada que faça, destruirá todas as lições que aprendi, e ainda hei de aprender no mundo.
O que há aqui dentro, ninguém desfaz. A verdade, só eu saberei.
Como dizem: “A dor é minha.”
Sendo assim, na alegria e na tristeza, cada um de nós sabe de si. Antes de julgar, quem sabe melhor seria, nos colocarmos no lugar do “outro”. Sinceramente, estou no LUGAR em que EU mais queria estar.
Da sua lembrança, carrego apenas as piores e melhores lições que pude aprender no mundo.
-Érica Amorim.
P.S. Aos meus amigos e amigas, que tanto estive ausente. Peço perdão, pois vocês serão sempre a base mais fundamental da minha vida.
Beijosssssssssssssssssssssss

